A intervenção eficaz no Transtorno do Espectro Autista (TEA) requer a atuação conjunta de diferentes profissionais da saúde — psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, entre outros. No entanto, a integração entre essas equipes multidisciplinares ainda é um dos principais desafios enfrentados em contextos clínicos e na saúde suplementar. Por que essa integração é tão difícil e, ao mesmo tempo, tão essencial?
A importância da abordagem multidisciplinar
O TEA é uma condição complexa e heterogênea, que afeta múltiplas áreas do desenvolvimento. Por isso, nenhum profissional isoladamente consegue dar conta da totalidade das necessidades da pessoa com autismo. A atuação coordenada entre diferentes especialistas potencializa os ganhos terapêuticos e favorece o desenvolvimento global da criança ou adolescente atendido.
Barreiras para a integração efetiva
Apesar de amplamente reconhecida, a prática da integração enfrenta diversas barreiras na rotina das clínicas e operadoras de saúde:
- Falta de comunicação entre profissionais: muitas vezes, cada terapeuta atua de forma independente, sem compartilhamento regular de objetivos terapêuticos e evolução do paciente.
- Ausência de protocolos de trabalho em equipe: não há padronização em como os planos de tratamento devem ser construídos ou discutidos em conjunto.
- Tempo e logística: a agenda cheia dos profissionais dificulta reuniões conjuntas, e nem sempre há sistemas de prontuário compartilhado.
- Desalinhamento com gestores e operadoras: em muitos casos, os modelos de remuneração não incentivam a colaboração, focando na quantidade de sessões realizadas.
Boas práticas para promover integração
Superar essas barreiras exige uma mudança estrutural e cultural na forma de conduzir os atendimentos. Algumas estratégias eficazes incluem:
- Reuniões clínicas periódicas entre os membros da equipe, com registro das decisões terapêuticas conjuntas;
- Planos terapêuticos integrados, construídos com metas claras e distribuídas entre os profissionais envolvidos;
- Capacitação dos gestores e coordenação clínica, para que compreendam a importância da articulação entre áreas;
- Sistemas de prontuário eletrônico integrados, que facilitem o acompanhamento cruzado da evolução do paciente;
- Modelos de remuneração que valorizem resultados e trabalho em equipe, ao invés de apenas número de sessões.
O papel dos gestores na saúde suplementar
Para que essa integração seja realidade, é essencial que os gestores da saúde suplementar também se envolvam nesse processo. Isso inclui a formulação de políticas que incentivem a coordenação do cuidado, a criação de indicadores de qualidade baseados em desfechos clínicos, e o investimento em tecnologia e capacitação das equipes.
Tecnologia a favor da integração: o papel da NeuroSteps
Uma solução prática para superar os desafios da integração entre equipes multidisciplinares é o uso de plataformas digitais especializadas, como a NeuroSteps. Desenvolvida para organizar e centralizar as informações assistenciais de pacientes com TEA, a plataforma permite que diferentes profissionais compartilhem dados clínicos em tempo real, visualizem indicadores de progresso do desenvolvimento por meio de gráficos claros e atualizados, e elaborem relatórios personalizados com base em metas terapêuticas. Esse tipo de recurso não só otimiza o tempo e facilita a comunicação entre os membros da equipe, como também fortalece a continuidade do cuidado, apoiando decisões clínicas mais alinhadas e eficazes. Ao integrar tecnologia à prática clínica, a NeuroSteps contribui para elevar o padrão de qualidade no acompanhamento multidisciplinar.
Conclusão
A integração das equipes multidisciplinares no cuidado ao TEA não é apenas uma diretriz ideal — é uma necessidade real para garantir a efetividade das intervenções. Superar os desafios dessa articulação é possível, desde que haja compromisso técnico, organizacional e ético de todos os envolvidos.